O Brasil amplia em 21% as exportações de produtos com redução tarifária na UE e o Uruguai, em 12% as vendas ao bloco. Em 1º de novembro começou o acordo com a EFTA.
Cinco meses após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre a União Europeia e o MERCOSUL, em 1º de maio de 2026, os governos do Brasil e do Uruguai divulgaram os primeiros balanços. Os dados ainda são preliminares, mas apontam aumento das vendas ao mercado europeu dos produtos beneficiados pelas reduções tarifárias. Ao mesmo tempo, em 1º de novembro entrou em vigor o acordo do MERCOSUL com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), por enquanto apenas entre Uruguai, Noruega e Islândia.
Brasil: +21% nos produtos com preferência tarifária
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), entre maio e setembro de 2026 as exportações brasileiras de produtos com redução tarifária na UE cresceram 21% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os maiores aumentos estão o abacate fresco (+421%), o mel (+367%), o óleo de milho (+266%), o etanol (+95,2%) e a maçã fresca (+29%). Os transformadores elétricos somaram US$ 39 milhões, sem vendas no mesmo período do ano anterior.
Uruguai: mais vendas, mas uma parcela pequena usa o acordo
O Ministério da Economia e Finanças do Uruguai informou que, entre maio e setembro, as exportações para a UE chegaram a US$ 860 milhões, 12% a mais que um ano antes, enquanto as exportações totais do país caíram 1,5%. Desse total, US$ 38 milhões foram canalizados com as preferências do acordo. A carne bovina resfriada e congelada, o arroz e o mel concentraram 54% desse valor, e começaram a ser registradas operações de suco de laranja e mirtilos frescos. A celulose, principal produto uruguaio vendido à Europa, não utiliza o acordo porque já tinha tarifa zero. As importações da UE subiram 6%, para quase US$ 740 milhões.
Ratificação pendente e nova frente com a EFTA
A aplicação provisória não encerra o processo. O Parlamento Europeu só votará a ratificação depois do parecer do Tribunal de Justiça da UE sobre o texto, o que, segundo a imprensa europeia, não é esperado antes do outono europeu de 2027. Segundo fontes comunitárias citadas por essa mesma imprensa, a aplicação provisória seria mantida até lá.
Em paralelo, o acordo MERCOSUL-EFTA, assinado em setembro de 2025, é aplicado desde 1º de novembro entre Uruguai, Noruega e Islândia e cobre cerca de 97% das linhas tarifárias, segundo o chanceler uruguaio Mario Lubetkin. Suíça e Liechtenstein, assim como Argentina e Paraguai, ainda precisam concluir seus trâmites internos. No caso da Suíça, a adesão não é esperada antes de meados de 2027.
O que isso significa para o setor
Para os fabricantes de fertilizantes do MERCOSUL, o aumento das exportações de frutas, mel e outros produtos de maior valor para a Europa representa uma demanda que exige produtividade estável e práticas de manejo bem documentadas. As formulações líquidas com ácidos húmicos e fúlvicos, usadas para melhorar a eficiência da nutrição, se encaixam nesse tipo de programa. Contar com matéria-prima de origem regional também facilita para você a rastreabilidade dos insumos dentro do bloco.
Fontes
- Jornal do Comércio (29/10/2026): Exportações de produtos beneficiados pelo acordo Mercosul-UE crescem 21%, diz governo
- Diario de Pernambuco / Agência Brasil (31/10/2026): Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%
- Infobae (03/11/2026): Uruguay aumentó las exportaciones a Europa tras el acuerdo con el Mercosur
- El Observador (01/11/2026): Comenzó a regir el acuerdo de libre comercio Mercosur-EFTA




